|
Complexo Santa Cruz
Algo como o vão - o vão de toda arquitetura - que abraça meu olhar de forma que já não distingüo entre o local em si e o que de mim há nele. A sensação de que tudo sempre esteva lá, completo em sua feição, apenas aguardando que meu olhar por ali passase, unicamente para detê-lo...
A cidade invade a forma, como no princípio, e a elementar linha do horizonte me seduz com a força e o peso do concreto; a forma mais tênue de vida abrançando a tudo e também a meu olhar, janela da alma.
Luz e sombra que me deixa sem palavras, natural positivo/negativo que não compete - e sim completa - em uma obra artística que não é arte sem ser vida, nascendo através do homem também para este.
Texto proposto durante a aula de Fotografia, onde a experiência seria narrar o local que fotografamos anteriormente, sem descrevê-lo, mas sim transcorrendo aquilo que a foto, por si só, já diz.
23/02/2005 Publicada por Aninha
|